Depois de muitos anos, eu me interessei de novo por um cara, mas era óbvio que ia dar merda porque ele mora em outra cidade e tem uma vida completamente diferente da minha, e uma coisa que eu detesto é homem tirando onda, contando vantagem (e ele realmente teria muitos motivos pra isso, caso eu desse importância pro que a maioria das pessoas dá). No início tava tudo lindo, ele cheio de malemolência pro meu lado, com uma prosódia baiana, me chamando de neguinha, me mandando cheiro, e contando aquelas "mentiras sinceras" extremamente necessárias no início de uma relação, enquanto você espera que essas mentirinhas virem verdade. Eu tenho uma queda enorme por palavras e sotaques, em primeiro lugar, e o cara tem um dengo, sabe, um olho no olho, uma energia legal. Eu nem tava apaixonada nem nada, porque só me interessar já é algo que acontece raramente e que eu preciso valorizar, caso eu não queira morrer sozinha num asilo. No nosso último encontro, eis que ele resolve contar vantagem - não sei se foi pra me impressionar ou pra me dar um fora - só sei que eu brochei geral. A gente até se despediu amigavelmente. Depois, um amigo de trabalho dele, deus grego, mas casado, me ligou e ficou me azarando por quase meia hora. Eu fiz um esforço grande pra resistir, porque além do mais ele tem uma voz e um sotaque paulistano e uns olhos azuis e um cabelo bagunçado e um de tudo perfeito que só eu tendo muita consideração pelo próximo mesmo pra eu resistir à lábia dele. E foi assim. Mas eu fiquei mal!! Como eu posso ter ficado mal??!! Eu voltei à estaca zero, porque os caras me acharam bonitinha, e isso só basta pra algumas fodas. Como eu disse no Twitter outro dia, acho que nenhum dos caras que fiquei me quis pela minha inteligência. É tudo mentira os caras dizendo que gostam de mulher inteligente! Eles querem mesmo é uma gatinha do lado, mesmo que ela escreva errado e seja fútil (roupinha da moda, maquiagem cara e blá). Tá. O cara da malemolência que eu tava interessada já me ligou algumas vezes, mas nunca rola de eu atender - ou o meu celular tá desligado ou ele dá dois toquezinhos que nem dá tempo pra nada - nem sei se devo retornar, porque eu detesto jogar. Se ele quer falar comigo, por que não deixa o telefone tocar até eu atender? Tá fazendo jogo, e eu nem me animei com essas ligações. Eu quero alguém pra assistir filme embaixo do edredon comigo, ficar abraçado, sem jogar, porque eu nunca tenho energia pra isso.
Os verbos que derrubam
11 meses atrás


Ganhei 5 margaridas!
Oi Grazi, legal o texto, essa coisa de palavras, palavras, elas tem poder, mas um poder limitado diante do tempo e da inteligência das pessoas...
Interessante como colcoa as coisas extamente no lugar devio e tem a exata noção do que as vezes acontece mesmo e não se ilude a toa, apenas o necessário...rsrs
Um abraçõ na alma...bom dia...bjo
Ah guria eu sou gamada num sotaque tb!!!
Mas entendo o resto do babado todo, e tb brocho!
beijos
Olá moça!
Gostei do texto, interessante...
Só discordo quando você diz que os homens mentem quando dizem gostar de mulheres inteligentes. Ao menos para mim, inteligência é fundamental. Ítem básico, por assim se dizer... ;-)
É isso.
Abraço.
Olha, você foi maravilhosa, sim, maravilhosa no modo que escreveu a crônica. O texto está muito gostoso de ler. Sem mentira. Hehehe.
Agora, quanto ao que ele descreve, fiquei engasturado de ocupar, pelo tempo de leitura, o seu lugar. Po deve ser um porre viver isso... esse lance de nem deixar o telefone tocar e já estar deslingando......caramba...
Um beijo.
To de volta...se puder participe ok...rs
Parte colada...rs
Mudando de assunto, eu agora te convido a participar do aniversário de três anos do Verseiro, no dia 26 de janeiro.
A idéia é que cada um que queira participar, faça uma postagem colocando uma foto sua quando criança ou adolescente junto a irmãos, primos ou amigos e conte alguma passagem de sua vida nessa época, alguma travessura, algum fato que marcou em sua memória de forma alegre, engraçada...rs
Vamos comemorar e sorrir juntos...
Conto com sua presença, mas fique a vontade quanto a fazer a postagem ou não ok...
“O passado não reconhece seu lugar
Está sempre presente”
Mário Quintana
Um abraço na alma...bjo
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