O homem-objeto quase ideal

Cansada de estar apaixonada e apenas ficar por amor, resolveu que encontraria um homem-objeto (qual seria o problema, se os homens defendem o sexo pelo sexo e reclamam do sentimentalismo feminino?).
Depois de alguns meses aproveitando o melhor da noite – pubs e bebidas com as amigas solteiras, conversas à toa e filosofias baratas, beijando quem tinha vontade, vivendo o nonsense na madrugada (até o insconsciente afrouxa no escuro) - apareceu o cara ideal.
Ele estava com viagem marcada pro exterior – daqui a seis meses, iria morar na Europa (relacionamento com prazo definido evita futuras cobranças inapropriadas); era lindo de corpo - pernas malhadas, braços e barriga definidos (é melhor eu parar por aqui) - e ainda tinha os olhos verdes e o nariz arrebitado.
Ela, que sempre tivera fama de gostar dos feios, estava fascinada com o cara. É claro que um homem-objeto tem de ser bonito, senão o quê? E o melhor de tudo é que ele também conhecia um pouco de literatura, de música, de artes, enfim, da área de humanas; tocava violão e berimbau; além de ser poliglota. Ela descobriu que um homem bonito falando espanhol no seu ouvido é um ótimo afrodisíaco (vale refletir se não seria melhor ela aventurar-se na Espanha ou na Argentina pra aumentar seu número de opções estimulantes).
Nos três primeiros meses, tudo correu perfeitamente bem. Namoravam todos os dias e estavam sempre juntos nas horas de folga. Nunca tivera tanta química com alguém. Depois disso, o cara começou com uma conversa de que estava chegando o dia de ir embora, que não queria que ela criasse expectativas, que não queria que ela sofresse etc., mas ela sempre mudava de assunto ou dizia que tudo isso estava muito claro desde o início, que ele não se preocupasse. E ele foi ficando cada vez mais insistente. Começou a perguntar se ela não sentiria saudade, em como eles seriam se ele não precisasse viajar. Como ela nunca desse muita corda pra esse papo, ele começou a dizer que se sentia mal, porque ela não tinha sentimentos, porque fazia dele apenas um objeto sexual e blá-blá-blá.
No final, o homem-objeto virou a mulher da história e queria discutir a relação o tempo todo. É claro que tudo foi ficando chato e ela terminou com ele antes do prazo previsto. Ela ficou decepcionada, porque deixou de ganhar mais alguns dias de prazer...

Essa história me faz ter a certeza de que os homens são incompreensíveis (ainda que necessários).

Ganhei 35 margaridas!

Tatá Ninômia disse...

Se seguimos o script, somos mais do mesmo.
Se resolvemos improvisar, estamos além do esperado.

É, incompreensíveis.

Bjo

Jana disse...

A questão é que eles estão acostumados q nos machucar e não conseguem lidar quando nos colocamos de igual!

Guria, eu tenho quedas por sotaque, assumida, e ja tive um argentino que era o rei da canalhice e só me rendeu dor de cabeça...

Mas sotaques ainda fazem a minha cabeça kkkkkkkkkk

beijo

Natália disse...

Eu não sei fazer comentários interessantes.
Só estou aqui porque vc me adulou no orkut XD
Posso dizer ao menos, que tenho orgulho de ter uma tia tão talentosa ;)
Beijos, te amo

Cafajeste disse...

Bom, eu tô vivendo justamente o início dessa fábula. Sempre digo que tô pra ir morar longe e tal, é ai que elas param de sair comigo.. hehehhe

Eu, sinceramente, tô correndo de qualquer tipo de envolvimento, e na primeira vez que me chamam de amor, eu começo a me afastar.

Mas também já me traí por duas vezes, mas ambas tinham vontade de imigrar.

Acho que o "objeto" se envolveu, não conseguiu se controlar, a química era boa, o lençol gostoso.. É assim mesmo, dá um tempo pra ele pensar no futuro.

Um beijo.

Jayme disse...

eu concordo com o último parágrafo do comentário do cafajeste.

mas ainda há a possibilidade do cara ser gay.

sei lá... de homem sem barriga de cerveja a gente sempre desconfia. hehaheeh

blogberona disse...

quando o amor deixar de ser a história que sempre sonhamos em viver, ai sim poderemos perceber... a vida passa aqui mesmo, do lado, rente ao ouvido (que chega até fazer barulho de fininho, tranquilo)...
não se ama uma só vez, não se ilude uma só vez... o amor é mestre por si só e não sou eu assim, preguiça de tarde inteira na faculdade, que vou tentar reiventar pra mim... pelo menos por enquanto...

Renato Alt disse...

Só o que podemos concluir é que o coração jamais segue planos.

E não importa o sexo.

Beijos.

Mayara Borges disse...

To longe da sua fábula rs. Meu noivado eh daqui 1 semana! hahahaha... Bjuuus =D

Fernando Rozano disse...

toda a regra, por certo, tem exceção - sei que é um clichê. o texto é muito denso. me abraço.

Elcio Tuiribepi disse...

Acho que no fundo é tudo uma questão de ego ferido...rsss...principalmente no machismo do homens qando isso acontece...rsss...sei lá...;cada caso um caso, mas, incompreensíveis acho que todos nós somos um pouco...bjo...legal o texto e com certeza verdadeiro...bom final de semana

Thito disse...

Eu acho que essa divisão sexual da visão do amor não tem sustentação.

Tem gente de todos os sexos e opções sexuais querendo tanto o amor do resto da vida como o amor até o fim da madrugada. É só uma questão de vontade (ou seria de necessidade?).

Todos tem o direito de fazerem o que querem, só que deveriam também ter o dever de deixar isso claro.

PS: Adorei a parte do "até o insconsciente afrouxa no escuro".

F. S. Júnior disse...

talvez ninguém consiga viver como objeto por muito tempo... rs

também preciso de comédias para uma tarde de domingo.

e não conhecia muito Muse não, só o suficiente e de fato, vc perdeu um grande show... vc mora aonde aqui em Brasília?
depois me passa o teu msn...

beijos

Florescer disse...

É Grazi,
acho que nesse quesito, cada um a seu modo, somos todos incompreensíveis. E, quando pensamos que queremos ficar na superficialidade das relações, aí então, as coisas se complicam. Mas porque somos gente, insistimos no encontro.
Beijos
Jacinta

Daniel disse...

Concordo com o Jayme. Bjus e boa semana.

http://so-pensando.blogspot.com

Tâmara disse...

Que sorte a minha!
Nunca tive dedo podre para as minhas escolhas....
E alem do mais...homem inteligentes fazem um bem danado...

Beijao...

July disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Graziele Alencar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Salve Jorge disse...

O homem objeto
Tinha um projeto
Mas quando ruiu o teto
E se mostrou o afeto
Não houve veto
Houve intenção
Desejo
Pelo beijo
E pelo arpão
Mas não havendo chão
Ele estranhou a situação
E entranhou
Outra percepção
Mudou
O papel
Ele ao léu
E você, leão...

Graziele Alencar disse...

Fiz uma pequena alteração em "O homem-objeto quase ideal" hoje.
Eu sempre quero mexer nos textos depois de "publicá-los"...

Obrigada a todos pelos comentários!
Beijos.

Dauri Batisti disse...

Bonito texto sobre os papéis que se trocam. Na verdade o bom mesmo em vez da troca de lugares é encontrar a pessoa certa.

F. S. Júnior disse...

boa sugestao de trilha sonora
eu nao teria pensado numa melhor...rs

F. S. Júnior disse...

vamos?
(risos)

FINA FLOR disse...

diz a lenda que tudo que é fácil demais perde o brilho, o interesse....

beijos, querida e obrigada pelo pouso gentil! volte sempre!

MM.

Cin disse...

Hahaha adorei o homem objeto ter virado "mulherzinha".
Bjos!

Stive Ferreira disse...

Olá,
Gostei da história, muito interessante. Um pouco engraçada também... Mas, no fundo, sejamos homem ou mulher, sempre iremos querer ser tratados como objetos desde que isso não seja realmente possível, porque, se for possível, perde a graça... e aí já quereremos outra coisa, impossível, de preferência.

Às vezes, é assim :-)

Vanessa disse...

Mais algumas horas de prazer perdidas...
Hunf...que raiva!
Deveria ter aproveitado mais um pouquinho...

Beijos.
Belo Blog.

Andréa disse...

Hahaha...eu já vi essa história! E é a mais pura verdade...acho que houve uma inspiração, ou não? Muito orgulho de vc!
Beijos

Lily disse...

ah, mas cá entre nós: um homem desses não merece ser um objeto! rs

tdo bem q os papéis se inverteram e isso é, no mínimo, irônico! mas q ele naum merece ser objeto, não merece...rsrs

bjks

Renata disse...

É, eles não nos entendem e nós não os entendemos. Essa história é real, os homens quando pegam mulheres que praticam o desapego, encucam.
beijo.

Rackel disse...

Nossa, essa historia parece a com minha, só q a minha tem frances em vez de espanhol e olhos castanhos em vez de verdes... ah, a minha tb tem quase um "final" feliz! rsrsrs

=)

bjjjj

Patricia. disse...

Minha opinião é de nunca devemos nos entregar completamente.
Acredito que aquele "quê" de mistério e incerteza os encante.
Vai entender!
Eu, particularmente, gosto da segurança de saber que sou realmente amada, mas pode ser que tenham pessoas que prefiram a incerteza à certeza.
Ótimo texto, Grazi!

MaxReinert disse...

hehehe...

Bom mesmo é a inversão de papéis... quem disse que todos reagimos da mesma forma?

E viva a diversidade!

Daniell Rezende disse...

Ah, mas isso não é uma característica essencialmente masculina. Acho que faz parte da natureza humana, só valorizar o que a gente pode perder.

E, convenhamos, é mesmo um saco isso, não?

jayme disse...

iiih... não sou só eu quem precisa voltar ao blog, hein?

cadê os posts novos? cadê?

hmpf

Rackel disse...

Ah, isso aqui:[u]"relacionamento com prazo definido evita futuras cobranças inapropriadas"[/u], não é bem assim não!
rsrsrs