O que já era óbvio pra mim é que muitos rapazes, quando não estão mais satisfeitos com seu relacionamento, adotam como estratégia pirraçar a namorada, fazendo tudo o que ele sabe que ela detesta, para que ela coloque um fim no relacionamento e ele não tenha que assumir essa responsabilidade.
Já outras situações são mais extremas, como quando o namorado simplesmente some sem dar nenhuma explicação. Eu sempre pensei que isso só poderia ter acontecido com uma única pessoa da face da Terra (de tão contrário ao bom senso que achei a atitude do cara), uma amiga minha, porque com ela sempre acontecem coisas extraordinárias, mas fiquei sabendo de outro caso semelhante nesta semana: o marido de uma conhecida minha, enquanto ela estava no trabalho, fez suas malas e saiu de casa, sem nenhuma DR antes (o que me fez lembrar de tantas histórias de homens que saíram pra comprar cigarro e nunca mais voltaram)! No caso da minha amiga, ela havia passado um mês de férias no Nordeste com o namorado e, uma semana após seu retorno à vida normal, o fulano simplesmente desapareceu. Não ligava, não atendia o telefone, mandava dizer que não estava em casa, que estava ocupado no trabalho etc.
Um terceiro caso é o do cara que, citando o Fabrício Carpinejar, “encosta a porta de sua casa (não tranca) e parte para outra vida”. Acontece quando o namorado diz que está meio confuso, que não tem nada de errado com a namorada (que ela é maravilhosa etc.), mas que é melhor eles darem um tempo (e essas reticências ou esse ponto e vírgula simplesmente não cabem nessa parte da história), e que, se ela gosta dele, até pode lutar pelos dois (e a deixa sem ter a menor idéia de como e se deve fazer isso). Na primeira semana seguinte, ele a convida pra sair e eles ficam, lógico! Ele passa mais um tempo sumido, depois liga dizendo que precisa vê-la e eles ficam novamente. Agora, o ex fica um tempo bem maior sem aparecer, mas manda uma mensagem dizendo que não agüenta mais de saudade, e eles se encontram e você já sabe e é melhor eu escrever aqui “e assim sucessivamente”.
Eu posso concluir duas coisas disso tudo:
1) Algumas pessoas são levianas com o sentimento dos outros (eu tenho certeza de que leviandade independe de sexo, raça, idade, grau de instrução e condição social. Foi só uma escolha falar de alguns tipos de homens aqui).
2) Todo final machuca e é difícil, tanto pra quem quer continuar quanto pra quem não quer, mas eu realmente acho melhor que o fim fique claro (não cem por cento sincero, pois assim é demais). E também não vale citar o “que seja eterno enquanto dure” de Vinícius, porque, de novo como disse o Carpinejar, “a despedida não é lugar de poesia”.

